Crescimento profissional se constrói dentro da operação
10/09/2026
(Foto: Reprodução) O crescimento profissional dentro de uma empresa raramente é fruto apenas do esforço individual. Ele depende, sobretudo, de estrutura: de processos de formação bem desenhados, de lideranças dispostas a investir tempo no desenvolvimento de equipes e de uma cultura organizacional que trate as pessoas como parte central da estratégia de negócio.
É esse cenário que explica a trajetória de Maurício Vaz, hoje coordenador de logística da Tintas Verginia. Ele entrou na empresa como separador de mercadorias e acompanhou, ao longo dos anos, a própria expansão da estrutura logística da companhia, que criou o cargo de coordenação que ocupa hoje.
Mais do que uma história pessoal, o caso de Maurício ilustra um padrão institucional. Eduardo Bathke, diretor-geral da Tintas Verginia, explica que esse tipo de trajetória não é acaso, mas resultado direto das escolhas estruturais da empresa.
"Nossa missão é construir um mundo melhor, mais colorido e cheio de vida, e isso passa por investir em quem constrói essa história todos os dias dentro da operação. Quando um colaborador cresce internamente, é a prova de que o ambiente que criamos está funcionando", afirma o executivo.
A entrada de Maurício na Tintas Verginia começou de um jeito simples, típico de quem chega a uma empresa pela porta da operação.
Divulgação/Arquivo pessoal.
Um ponto de partida comum
A entrada de Maurício na Tintas Verginia começou de um jeito simples, quase típico de quem chega a uma empresa pela porta da operação. Ainda no ensino médio, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, ele conheceu João, então encarregado da separação, durante uma conversa de ônibus, no período em que o centro de distribuição da empresa estava se mudando de bairro.
"Um dia a gente veio conversando no ônibus, porque ele ainda não conhecia direito o caminho. Durante a conversa, contei que estava estudando e fazendo alguns cursos. No final, ele falou uma frase que nunca esqueci: 'Rapaz, gostei de você. Se um dia precisar de um emprego, quando terminar o colégio, pode me procurar."
O convite ficou guardado até que questões familiares e o início de uma vida a dois o levaram a priorizar o trabalho. Foi então que Maurício retomou o contato. "Peguei meu currículo, vim até a empresa e procurei por ele. Quando me viu, lembrou de mim e encaminhou meu currículo para o processo de contratação."
O que chama atenção nesse relato não é a entrada em si, comum a tantos outros colaboradores que ingressam pela operação, mas um detalhe que revela algo sobre a cultura interna da empresa: no mesmo dia em que aguardava a entrevista, Maurício viu um rapaz recebendo instruções para separar materiais e varrer o pátio.
Só depois descobriu que se tratava do filho do fundador, exercendo a mesma função operacional para a qual ele próprio estava se candidatando.
"Isso me marcou bastante, porque mostrava que ali todo mundo colocava a mão na massa."
Uma cultura que nivela hierarquias desde a base
Esse tipo de detalhe, aparentemente pequeno, é um indicador de cultura organizacional. Empresas que sustentam trajetórias de crescimento interno consistentes normalmente compartilham esse traço: a proximidade entre diferentes níveis hierárquicos e a valorização do trabalho operacional como parte legítima da formação de qualquer profissional, independentemente de onde ele vai chegar depois.
A estrutura que sustenta o desenvolvimento
Maurício entrou como separador de mercadorias, cargo hoje chamado de operador logístico, com salário inicial em torno de R$ 780. Ele reconhece que não tinha nenhum conhecimento prévio do setor de tintas e que todo o aprendizado técnico veio de dentro da empresa, por meio de treinamentos formais, do contato com colegas mais experientes e de uma rotina que, com o tempo, foi se profissionalizando.
"No começo eu era muito curioso. Gostava de ler as embalagens dos produtos, entender para que servia cada item, conversar com as pessoas e aprender um pouco todos os dias. Depois vieram os treinamentos da empresa, as conversas com vendedores e colegas mais experientes, e isso foi aumentando o meu conhecimento."
A rotina inicial envolvia:
Separação de mercadorias para abastecimento das lojas
Preparação de produtos destinados às vendas
Apoio à equipe de frota, incluindo descarregamento de caminhões
Auxílio geral conforme a demanda do centro de distribuição
O ponto relevante aqui não é apenas a rotina em si, mas o fato de que a operação evoluiu ao longo dos anos, incorporando estruturas mais verticalizadas e equipamentos que reduziram o esforço físico do trabalho manual, como o uso de gaiolas para transporte de produtos de marca própria.
Essa evolução da própria estrutura logística é parte do investimento institucional que sustentou o crescimento de profissionais como Maurício.
O aprendizado técnico veio de dentro da empresa, por meio de treinamentos formais, e do contato com colegas mais experientes.
Divulgação/Arquivo pessoal.
Um plano de carreira construído dentro da empresa
A trajetória de cargos percorrida por Maurício não é resultado de saltos isolados, mas de um caminho estruturado, degrau a degrau, dentro da própria companhia:
Separador de mercadorias (operador logístico)
Conferente
Auxiliar
Auxiliar de inventário
Responsável pelos inventários
Analista de logística
Coordenador de logística
"Com o passar do tempo fui crescendo dentro da empresa. Passei pela conferência, depois fui auxiliar, auxiliar de inventário, assumi a responsabilidade pelos inventários, depois atuei como analista e, mais recentemente, tive a oportunidade de assumir a coordenação de logística."
Esse tipo de progressão só é possível quando existe, por parte da empresa, disposição para criar novas funções conforme a operação cresce e para promover internamente antes de buscar profissionais externos.
O próprio cargo de coordenador de logística não existia quando Maurício foi contratado. Ele foi criado ao longo do caminho, o que reforça que o crescimento dele acompanhou o crescimento da estrutura organizacional da empresa, não o contrário.
"Naquele momento eu precisava trabalhar. Esse era o meu maior objetivo. Mas, conforme fui conhecendo a empresa, percebi que existiam oportunidades para crescer. Então procurei aprender cada vez mais, assumir novas responsabilidades e aproveitar todas as oportunidades que apareceram."
Investimento em liderança como política
Entre os aprendizados que mais marcaram sua trajetória, Maurício destaca a formação em liderança, oferecida pela empresa por meio de treinamentos voltados à inteligência emocional, feedback e gestão de pessoas. Segundo ele, esses programas foram determinantes para sua atuação como coordenador.
"Liderança é um aprendizado constante. Cada colaborador tem uma história, uma forma de pensar e um jeito diferente de enxergar as coisas. Ao mesmo tempo, a empresa tem metas e resultados que precisam ser alcançados."
O princípio que ele carrega até hoje, aliás, foi transmitido por lideranças anteriores dentro da própria empresa, o que reforça a existência de uma cultura interna de mentoria, e não apenas de treinamentos pontuais:
"Um dos primeiros ensinamentos que recebi e que carrego até hoje é que conhecimento não é para guardar, é para compartilhar. Aprendi que, quando adquirimos experiência, temos a responsabilidade de ensinar quem está ao nosso lado."
Desenvolver pessoas como parte da função
Hoje, Maurício reproduz esse mesmo princípio com sua equipe, o que mostra como a cultura de compartilhamento de conhecimento se perpetua institucionalmente, de liderança em liderança.
"O que mais gosto no meu trabalho é desenvolver pessoas. Ver alguém crescer, aprender e conquistar espaço é muito gratificante."
Como a Tintas Verginia estrutura esse ambiente
A trajetória de Maurício não acontece em uma empresa qualquer. A Tintas Verginia tem mais de 35 anos de atuação no setor de tintas e sustenta, como parte de sua missão institucional, o compromisso de construir um mundo melhor, mais colorido e cheio de vida, princípio que orienta tanto o desenvolvimento de produtos quanto a forma como a empresa lida com seus colaboradores.
Esse compromisso se organiza em torno de três pilares que a companhia trata como estruturantes de sua atuação:
Governança, relacionada à forma como a empresa é conduzida e às políticas internas de gestão
Sustentabilidade, ligada às práticas ambientais e ao uso responsável de recursos
Trabalho social, que envolve diretamente o desenvolvimento de pessoas, a formação de lideranças e o investimento em carreira dentro da operação
Esse conjunto de práticas foi reconhecido formalmente em abril de 2026, quando a Tintas Verginia se tornou a única empresa do setor de tintas no Brasil certificada como Empresa B, com pontuação de 80,8 na avaliação de impacto que mede justamente critérios como governança, tratamento de colaboradores e impacto socioambiental.
Trajetórias como a de Maurício são, na prática, o tipo de evidência que sustenta esse tipo de certificação: não um discurso institucional, mas um caso concreto de política de pessoas aplicada.
O que essa política representa na prática
Passados os anos desde a contratação como separador, Maurício reconhece que sua vida pessoal se transformou junto com sua trajetória profissional, mas atribui essa mudança diretamente às condições que a empresa criou ao longo do caminho.
"Quando entrei na empresa, eu estava começando a vida. Hoje tenho minha casa própria, tenho dois filhos e, neste ano, concluí a minha faculdade, algo que também foi possível graças ao incentivo da empresa. Eu cresci junto com a Tintas Verginia. Aprendi sobre logística, liderança, relacionamento com pessoas e continuo aprendendo todos os dias."
Atualmente, Maurício coordena as operações logísticas do Paraná e também apoia outra unidade da empresa, em Santa Catarina, contribuindo para a padronização de processos entre diferentes centros de distribuição, o que exemplifica como a companhia usa profissionais formados internamente para escalar boas práticas por toda a operação, em vez de depender apenas de contratações externas para funções estratégicas.
Um modelo replicável, não uma exceção
Maurício reconhece que sua experiência pode orientar quem chega agora à operação, o que reforça como a empresa transforma trajetórias individuais em referência para toda a equipe. O conselho que ele dá a quem está começando reflete diretamente os valores que a própria empresa busca reforçar internamente:
Aproveitar oportunidades de treinamento e formação oferecidas pela empresa
Buscar feedback constante como parte do processo de desenvolvimento
Entender o trabalho operacional como base legítima de crescimento
Compartilhar conhecimento com outros colaboradores, e não retê-lo
Manter constância no desempenho diário, dentro das condições disponíveis
"Diria para não ficar olhando a grama do vizinho. Faça o seu melhor todos os dias, com as condições que você tem. Mostre para que você veio. Ouça os feedbacks, reconheça quando errar e nunca deixe de aprender."
E acrescenta: "Como fui o primeiro coordenador de logística da empresa, procuro deixar um legado. Quero que quem chegue depois de mim encontre um caminho ainda melhor e consiga elevar essa régua mais uma vez."
“Quero que quem chegue depois de mim encontre um caminho ainda melhor e consiga elevar essa régua mais uma vez".
Divulgação/Arquivo pessoal.
Uma trajetória que é, antes de tudo, institucional
O caso de Maurício Vaz não deve ser lido como uma exceção dentro da Tintas Verginia, mas como exemplo de um modelo de gestão de pessoas que a empresa constrói de forma deliberada, apoiado em governança, investimento em formação interna e em uma cultura de compartilhamento de conhecimento entre lideranças.
É esse tipo de estrutura, e não apenas os esforços individuais, que explica por que trajetórias como essa se tornam possíveis dentro da operação. Explica também por que práticas de ESG não se limitam a relatórios ou certificações, mas se traduzem em decisões concretas de carreira dentro da operação diária.
Mais informações sobre a história, os valores e as iniciativas da Tintas Verginia podem ser conferidas em https://www.tintasverginia.com.br.